DESCOBERTA DA GRANDE CIDADE MAIA DE 600 D.C.

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Arqueólogos descobriram uma grande cidade maia que, ao longo dos séculos, permaneceu escondida na selva da Reserva da Biosfera do norte de Calakmul. De acordo com o pesquisador chefe, a cidade faz parte de uma área de mais de 3.000 quilômetros quadrados, localizados entre o Rio Bec e Chenes, uma área que tem se mantido como um "branco total no mapa arqueológico da civilização maia". Na imagem, a estela 18, no Complexo Sudeste, que data de 600 a 900 DC

Batizada de Chactún, "Piedra Roja" (Pedra Vermelha) ou "Piedra Grande" (Pedra Grande), a cidade Maia encontrada ao norte da Reserva da Biosfera de Calakmul, na península de Yucatán, no México, teve seu esplendor entre 600 e 900 D.C. Na imagem, a estela 1, no Complexo Oeste. Estelas são pedras verticais monolítica que recebem inscrições ou esculturas

Arqueólogo Ivan Sprajc encabeça a equipe de arqueólogos que descobriram uma das maiores cidades maias da região de Campeche no México. A área tem 220 mil metros quadrados e conta com vários monumentos, pelo menos uma dezena deles com inscrições.

O local é composto por três complexos monumentais. O Oeste, que abrange uma área de mais de 11 hectares, enquanto o Sudeste e o Nordeste tem mais ou menos o mesmo tamanho.
Os espaços estão espalhados por numerosas estruturas piramidais, palacianas, incluindo dois campos de futebol, pátios, praças, monumentos esculpidos e áreas residenciais. Enquanto a pirâmide mais alta, 23 metros de altura, está localizado no Complexo Oeste, o mais impressionante do lugar são os muitos edifícios de construção.


São as estelas e altares, alguns dos quais ainda com estuque, que melhor refletem o esplendor da cidade, o chamado clássico tardio (600-900 DC).

As cidades maias como Calakmul, Becán e El Palmar -- destaca-se pela grande quantidade de altares e estelas, que combinam inscrições gravadas com outras com estuque pintado, uma característica pouco comum a estes monumentos

A antiga metrópole maia é um dos 80 locais que foram identificados pelo Projeto de Pesquisa Arqueológica na região Sudeste do Campeche, que começou em 1996. A localização destes locais foi baseada principalmente no reconhecimento por fotografia aérea em larga escala.

A partir da estrada que leva à cidade de Xpujil desde Hopelchén são 16 quilômetros. Para chegar ao acampamento, onde a equipe de arqueólogos dorme, leva-se duas horas na floresta tropical. A estrada é transitável apenas com veículos quatro rodas e é preciso cortar a vegetação que fecha o caminho com frequência.