O QUE É ABERRAÇÃO ÓPTICA?

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Aberração óptica
Um sistema óptico ideal, composto de uma lente biconvexa de pequena espessura e um feixe de raios luminosos paralelos, produz imagens livres de deformação. A cada ponto do objeto focalizado corresponde uma imagem puntiforme de tamanho zero. Na prática, cada ponto ocupa uma superfície finita e irregular, o que faz com que a imagem sofra desvios em relação ao objeto original.

Por aberração se entendem certas particularidades dos sistemas ópticos, em virtude das quais as imagens produzidas não correspondem exatamente aos objetos que lhes deram origem. Ocorre em função de desvios na trajetória dos raios luminosos que deveriam convergir em determinados pontos a fim de produzir imagens perfeitas. De acordo com as causas que provocam esses fenômenos, as aberrações se classificam em diferentes tipos.

Aberrações esféricas
As aberrações esféricas subdividem-se em aberrações no eixo e aberrações fora do eixo, ou coma. No primeiro caso, os raios luminosos que incidem nos bordos da lente não convergem no mesmo ponto que os raios centrais provenientes da mesma origem. O foco produzido pelos raios marginais se forma mais perto da lente do que o originado pelos raios centrais. A aberração esférica de raios oblíquos é a coma, assim chamada porque o ponto da imagem se apresenta em forma de cometa. Aparece em sistemas centrados de grande abertura, quando o ponto luminoso está afastado do eixo principal.

Astigmatismo
Se considerarmos um ponto luminoso fora do eixo principal e um diafragma situado no eixo, o feixe luminoso emergente dará duas focais. A distância entre a focal meridiana, ou sagital, e a focal tangencial, ou transversal, caracteriza o astigmatismo.

Distorção
A distorção resulta da diferença de amplificação proporcionada pela região central da lente e a amplificação dada pelas regiões marginais. A imagem produzida tem bordos desproporcionalmente aumentados (distorção em crescente) ou reduzidos (distorção em barrilete) em relação a seu centro.

Aberração cromática
Uma lente simples não forma apenas uma, mas uma série de imagens do objeto, desigualmente distantes da lente, uma para cada cor existente no feixe de luz que incide sobre o sistema. A não-superposição dessas imagens constitui a aberração cromática.