MÉTODO DE REPRODUÇÃO DAS MINHOCAS MUDARAM DEPOIS DO ACIDENTE NUCLEAR EM CHERNOBYL

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A catástrofe nuclear de Chernoyl mudou a vida de algumas espécies de minhocas, que começaram a se dedicar os prazeres carnais em vez de se reproduzir assexuadamente. Pelo menos foi o que cientistas ucranianos informaram hoje.

Os cientistas e pesquisadores do Instituto de Biologia, em Sebastopol, compararam o modo de procriação das minhocas à proximidade de Chernobyl, onde a taxa de radiação é 100 vezes maior que a normal, com o utilizado pelos invertebrados que vivem em zonas menos contaminadas.

Conforme os resultados deste estudo, 23% das minhocas que receberam fortes doses de radiação começaram a se reproduzir por via sexual, quando o habitual é somente 5%, como acontece nas áreas distantes do local da catástrofe. Viktoria Tsytsuguina, uma das cientistas responsáveis pela pesquisa, destacou que a reprodução sexual permite transmitir aos descendentes os genes mais resistentes às radiações e assim se adaptar melhor ao meio ambiente.

"Isso lhes dá mais possibilidades de sobreviver', explicou Guennadi Polikarpov, outro cientista.

As pesquisas, feitas com as espécies Nais pardalis e Nais pseudobtusa, começaram a meados dos anos 90, mas foram suspensas por falta de dinheiro.

O reator número 4 da central nuclear de Chernobyl explodiu no dia 26 de abril de 1986, provocando uma nuvem radioativa que cobriu grande parte da Europa e que provocou milhares de mortes. A central foi fechada definitivamente em dezembro de 2000.