CONFLITOS E GUERRA CIVIL NA LÍBIA EM 2011

Rebeldes comemoram ocupação de Misrata

Desde 13 de fevereiro de 2011, o início dos conflitos armados na Líbia evoluiu para uma guerra civil, no país desértico localizado no norte africano que se sustenta da exportação de petróleo e gás natural. A situação de guerra foi criada pelo governo de Muammar Kadhafi, que está a 42 anos no poder do páis, recusando-se a aceitar os termos impostos pelos países do Ocidente para o processo de paz e democratização no país.

O conflito começou a partir da mobilização da sociedade líbia. Os manifestantes exigiam mais liberdade e democracia, mais respeito pelos direitos humanos, melhor distribuição da riqueza e a redução da corrupção. Os manifestantes foram violentamente reprimidos pelas tropas de Khadafi, e isso gerou uma revolta generalizada na população, o que agravou os conflitos. Essa situação resultou numa mobilização ainda mais intensa dos grupos anti-Khadafi. Nesse momento do conflito, Tripoli, a capital do país, já estava cercada por cidades controladas pelos manifestantes.

A guerra civil chamou a atenção das nações mais poderosas do mundo, que num jogo de interesses, condenaram o governo da Líbia pelo uso de violência contra os manifestantes. França, Reino Unido e Estados Unidos foram alguns países que se posicionaram contrários ao governo de Muamar Khadafi. No dia 19 de março de 2011, a ONU autorizou a criação de uma zona de exclusão aérea na Líbia, para evitar que Khadafi continuasse a atacar civis. Uma coalizão formada pelo Reino Unido, EUA, França e outros oitos países iniciaram bombardeios em áreas controladas por Khadafi.

Os conflitos e aposição ao governo de Muamar Khadafi continuam desde então. A União Africana, em parceria com a ONU e outras organizações internacionais, continua tentando promover negociações de paz para a Líbia.