KRUGERSDORP, O BERÇO DA HUAMNIDADE NA ÁFRICA DO SUL

Museu Maropeng, no Berço da Humanidade, na África do Sul
A réplica do crânio de 'Mrs. Ples'
Krugersdorp é o Berço da Humanidade é uma das principais áreas com sítios arqueológicos do planeta e abriga alguns dos fósseis mais famosos, como “Mrs. Ples”, a “Criança de Tung” e o “Little Foot”.

Em Krugersdorp tem 47 mil hectares e 13 sítios arqueológicos. O mais importante é o localizado nas cavernas Sterkfontein, que existem há cerca de 20 milhões de anos e até hoje recebem paleontólogos. O local foi descoberto em 1986 por mineiros em busca de ouro. Um ano depois, a mina foi desativada e passou a ser usada para paleontologia. Hoje, Sterkfontein é responsável por mais de um terço dos hominídeos já encontrados.

As cavernas deram origem a duas “estrelas” dos Astrolophitecus Africanus: “Mrs. Ples”, um crânio achado em 1947 e que tem cerca de 2,3 milhões de anos; e o “Little Foot”, um esqueleto de hominídeo de 4,1 a 3,3 milhões de anos, o mais antigo do Berço da Humanidade, descoberto oficialmente em 1994. “Mrs. Ples” foi identificada como uma adolescente por seu descobridor, o doutor Robert Broom, mas outro cientista, Francis Thackeray, banca uma teoria de que trata-se de um jovem macho.

O Maropeng não se limita a falar da África do Sul, pois há muita informação sobre a origem da Terra, a criação da vida e a evolução do homem. Há alguns fósseis verdadeiros, mas a maioria da coleção é de réplicas. Como a de “Lucy”, o Astrolophitecus Africanus de 3,2 milhões de anos localizado na Etiópia.

O local onde o “Little Foot” foi encontrado em 1994 é protegido com um portão e o acesso só é permitido aos cientistas. Na saída da caverna, uma estátua de Robert Broom com “Mrs. Ples” na mão homenageia o homem que liderou as principais pesquisas na região. Há também uma área aberta para observar o túnel onde “Mrs. Ples” foi encontrada (atualmente, o crânio está em uma universidade de Joanesburgo).

A primeira descoberta importante na região do Berço da Humanidade foi a “Criança Taug”, em 1924. O crânio do fóssil cabe na palma da mão de um adulto. Pelos estudos, o esqueleto era de uma pessoa de três a quatro anos.